Mangueira dá recado à sociedade valorizando negros, pobres, índios e “excluídos”.

Bandeira do Brasil estilizada nas cores da agremiação. (Alexandre Brum - Agência O Dia)


Por Jackeson Lacerda

Desfilando na Av. Marquês de Sapucaí na madrugada do dia 4 para o dia 5 de março, o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo “História pra ninar gente grande”, uma narrativa de “páginas ausentes” da história do Brasil repensando versões oficiais ensinadas aos brasileiros ao longo da história.

No desfile, a agremiação contou “a história que a história não conta” ao trazer o protagonismo de índios, negros e pobres e, também, demonstrar críticas ao heroísmo de personagens, que de acordo com o tema apresentado, não são tão heróis assim, como Duque de Caxias, Pedro Álvares Cabral, Padre José de Anchieta e Princesa Isabel.
Uma das principais características inovadoras da Escola não esteve à frente dos olhos do grande público mas, precisamente, “por trás” do desfile: mulheres executaram o serviço braçal de empurrar os carros alegóricos. Mencionada na letra do samba-enredo da Verde e Rosa, a vereadora morta a tiros em março de 2017, Marielle Franco, teve seu espaço durante a apresentação. Na plateia, também puderam ser vistos alguns cartazes com a escrita: “Justiça para Marielle”. Personalidades de destaque também participaram do desfile como as cantoras Tereza Cristina, Rosemary, Alcione e Leci Brandão e a jornalista Hildegard Angel.
Com nota 10 em todos os quesitos e atingindo a pontuação máxima possível, o título de 2019 da Estação Primeira de Mangueira é o 20º de sua história. No ranking de títulos do Carnaval Carioca, a Escola é a vice-campeão, atrás apenas da Portela, com 22 títulos.

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